Inserção de peixes de espécies desaparecidas no São Francisco

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) vai inserir, no Rio São Francisco, espécies nativas desaparecidas há décadas, como a matrinxã e da curimatã-pioa. O tradicional peixamento feito pela Codevasf ocorrerá durante a Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo, em Alagoas, no próximo domingo (8). A ação integra a programação oficial do evento e será realizada em parceria com a prefeitura municipal de Penedo.

Segundo o engenheiro de pesca e chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba da Codevasf, Paulo Pantoja, a ação integra o programa anual de repovoamento da bacia hidrográfica do rio São Francisco, que busca aumentar a quantidade e a variabilidade de espécies nativas.

“A Codevasf vai inserir peixes das espécies piau, xira, piabas, matrinxã e curimatã-pioa. As duas últimas são espécies que não eram mais pescadas na região há algumas décadas e que, após o trabalho programado de peixamentos, passaram a ser capturadas”, explica.

Como ocorre

O peixamento ocorre em dois momentos: no primeiro, um caminhão apropriado para transporte de peixes será levado por uma balsa a três pontos de soltura no rio São Francisco, entre os municípios de Penedo e de Neópolis, em Sergipe.

O primeiro ponto de soltura será o bairro Santo Antônio, seguido pela orla do Porto das Balsas e finalizando na Prainha do rio São Francisco, em Penedo. O segundo momento do peixamento conta com participação da população local e turistas que estarão em Penedo para a festa. Eles poderão soltar os peixes nas margens do São Francisco, no Porto das Balsas.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Codevasf

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Atenção Ribeirinhos, Defeso da Piracema estende até 28 de Fevereiro de 2017

O Ibama anuncia que o período de defeso na bacia do rio São Francisco, que começou no dia 1º de novembro, será estendido até 28 de fevereiro. Dessa forma, fica proibido pescar na bacia e nos reservatórios, assim como vender o pescado.

No São Francisco, o defeso da piracema – época em que os peixes nadam em direção à nascente para reprodução e desova – atinge os estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Nesse época, só é permitida a comercialização dos estoques de peixes in natura, resfriados ou congelados, provenientes de águas continentais, armazenados por pescadores profissionais, e os existentes nos postos de venda, declarados até o quinto dia útil após o início do defeso ao órgão competente.

A legislação ambiental restringe nesse período a pesca, de qualquer categoria, nas lagoas marginais à distância de mil metros a montante e a jusante das barragens de reservatórios de usinas hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras. Também é vedada a pesca até 500 metros das confluências de rios, a norma também estabelece, para fins de subsistência, o limite de captura e transporte diário de 5 quilos de peixes mais um exemplar por pescador.

“Aqueles que praticarem a pesca neste período contrariando as normas restritivas do defeso estão sujeitos à perda do produto capturado, apreensão dos petrechos de pesca e multa entre R$ 700 a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20 por quilo do produto apreendido, além de sofrer as penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais”, disse o coordenador da divisão técnica do Ibama em Sergipe, Romeu Boto. 

A sobrevivência do rio e de todo cidadão que mora no entorno, e não necessariamente daquele que o explora, seja pescando ou plantando. Quando se perde a plantação pode até se confortar, já que pode ser explicado pela falta de chuva ou o rio não lavou o “lameiro”. Mas, perder a vida dos peixes pode ser um risco grave para existência da vida ribeirinha no futuro. O período da Piracema é importantíssimo para a reprodução e o crescimento dos peixes, provocando o equilíbrio ambiental no rio, principalmente pela preservação da espécie. E essa garantia significa mais renda, mais nutrientes saudáveis e mais qualidade de vida para a população que dependem desse rio.
Se a água é vida para todos, os peixes são as razões para o equilíbrio ambiental do “Velho Chico” e da sobrevivência de toda população ribeirinha.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ibama

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Segunda etapa da vacinação contra aftosa

A partir de 1º de novembro, começa a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa no País. A expectativa é que sejam vacinados 150 milhões de animais até o final dessa fase, que vai até o dia 30 do mesmo mês.

Cuidados
O criador deve estar atento aos aspectos práticos da imunização. O pecuarista precisa, por exemplo, pegar a nota fiscal da vacina com o fornecedor do produto e apresentá-la ao serviço veterinário oficial do município, junto à relação dos animais imunizados, para declarar a vacinação. Além disso, ele deve ter cuidado com o transporte e armazenamento da vacina, procurando mantê-la sempre na temperatura de 2º a 8ºC para não perder a eficácia.

Outros cuidados são com a aplicação da dose correta do produto (5 ml) na lateral do pescoço do animal, usando seringas e agulhas limpas e não danificadas ou tortas. O produtor deve ficar atento aos prazos da vacinação e sua declaração no serviço veterinário oficial, porque o descumprimento impedirá a emissão de Guia de Trânsito Animal e pode gerar multas.

Calendário de Vacinação

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