Desorganização dos Eventos Culturais Afeta Comércio e Turismo em Sítio do Mato

A cultura e o turismo são duas importantes frentes que estimulam o desenvolvimento do município de Sítio do Mato. No entanto, tem-se percebido recorrente desorganização e falta de priorização destes eventos nos últimos anos, mesmo estes eventos tendo sido realizados.

Até o momento, o único evento que a população sabe que será realizado todos os anos é o aniversário de Emancipação Política da Cidade entre os dias 8 e 9 de janeiro. Após isso, o trauma é notório. As diversas perguntes que chegam a nossa redação são as mesmas: será que vai ter este ano?

Pois bem, O Carnaval, A Festa do Divino, A Semana Santa, A Marujada, O Arraiá, A Festa de Todos os Santos e entre outros eventos culturais do município são de extrema relevância, pois são considerados alternativas de dinamismo, já que o sistema produtivo do município é insuficiente para estimular o desenvolvimento. Os eventos agitam o comércio, o turismo, os serviços e a produção local, gerando renda e ocupação na localidade, melhorando a autoestima e bem estar da população.

Um exemplo claro é o São João que se comemora há décadas no Distrito de Gameleira da Lapa. O longo histórico do festejo tradicional foi inovado no ano de 2002 pelo Grupo de Teatro Filho de Eva, passando a se chamar Arraiá do Gamelá. No mesmo ano, a inovação trouxe como patrocinador "master" a TV Aratu de Salvador, tendo o evento levado em caravanas milhares de pessoas ao Distrito naquele ano.



A questão que se coloca não é realizar o evento de qualquer jeito ou a qualquer custo. Mas sim, eventos que estejam programados e no calendário oficial do município, de forma a tornar previsível o fluxo de turistas e visitantes à nossa região. Ultimamente, os eventos têm acontecido com programação num curto espaço de tempo, dificultando a expectativa de comerciantes e inviabilizando a vinda de turistas de diversas regiões.

Os prejuízos para o município não se resumem aos efeitos no comércio local e na baixa frequência de turistas, mas também aos cofres públicos, que não submete os projetos dos eventos à financiamentos abertos pelos Governos Federal e Estadual.

Nossa equipe tem acompanhado que no ano passado e neste ano a Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), da Secretaria do Turismo do Estado da Bahia, financia o São João em quase todos municípios que realizam o festejo na Bahia. Em 2016, Bom Jesus da Lapa, município com maior capacidade de recursos, recebeu somente da Bahiatursa R$ 80 mil para custear os festejos juninos. Enquanto o município de Sítio do Mato não é se quer citado ou inscrito. Para este ano de 2017, às inscrições já estão abertas e vão até dia 26 de maio de 2017.



A redação pesquisou que nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Paratinga e Ibotirama as prefeituras oficializaram os eventos de responsabilidade e de apoio do município, o que mantém forte e evidente o fluxo de pessoas para aqueles municípios, enraizando assim cada evento programado.

Bom Jesus da Lapa, cujo festejo é o São Pedro no início de julho, já tem sua programação há mais de dois meses de antecedência, mostrando vocação e organização quanto a realização do evento cultural que atrai milhares de turistas.

Nesta tarefa, os vereadores do município de Sítio do Mato poderiam abrir caminhos e apresentar um projeto de Lei na Câmara Municipal com a programação anual e oficial dos eventos do município, que a partir daí fomentaria de forma constante a realização, e envolvia toda população.

E por fim, a Prefeitura de Sítio do Mato precisa ter um posicionamento claro e convincente sobre os eventos culturais existentes, com o objetivo de solucionar estas lacunas na gestão que ainda impede avanços maiores do município. Caso contrário, os membros da cultura local devem retomar a posição central e procurar organizar os eventos, mesmo que numa magnitude menor, mas que não exista incertezas, nem para o emergente comércio local e nem para os turistas.

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