SANEAMENTO BÁSICO: População do Distrito de Gameleira da Lapa se Irrita com Desperdício de Água

Written by: Editorial

O Rio São Francisco passa por uma das fases mais difíceis da sua existência, com assoreamento, desvio de curso d'água e, principalmente, o desperdício. A falta de conscientização do poder público e dos ribeirinhos ainda continua sendo um desafio, seja na fiscalização ou no bom uso dos recursos hídricos.

O desperdício das águas do Velho Chico são atribuídas de diversas formas, como vazamentos nas tubulações, nos reservatórios, nas ligações irregulares e no mau uso da água. Todos estes fatores acabam afetando a "saúde" do curso d'água do Rio São Francisco.

Nossa redação recebeu seguidos relatos de vazamento de água na área da  Estação de Tratamento de Água (ETA) e do Reservatório central na Sede do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) no Distrito de Gameleira da Lapa. Apesar de complexa percepção, foi possível encontrar elementos suficientes para o fato.

Segundo os moradores, as cenas de desperdiço vêm se repetindo diversas vezes em episódios de vazamento de água na madrugada, alagando parte das ruas e causando insatisfação pela população por saber da situação do rio e do custo envolvido que está sendo jogado fora, já que a água pode ser tratada. Em alguns casos a água poderia ser de lavagem dos filtros, porém pela repetição do fato esta hipótese está descartada.

A situação acaba sendo camuflada pela atuação da Rede de Drenagem na região, que acaba recebendo toda á água jogada na rua. Mesmo assim, os rastros ficam espalhados pelo entorno, nas ruas ainda sem pavimentação. Em época de água cara e de chuva escassa, parte da população consciente fica inquieta com a ocorrência. Essa insatisfação também acaba sendo importante, pois melhora a visão do uso racional da água pela população local.

Esta realidade acontece justamente no momento em que a ETA de Gameleira da Lapa estava passando por um processo de ampliação para atender a população no entorno da zona urbana Distrito (São Francisco e Boião) e evitar interrupções que sempre viam acontecendo no sistema. A obra, que está paralisada, foi estabelecida através de um convênio federal entre a Prefeitura Municipal e a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

Diante do recorrente fato, o SAAE precisa urgentemente buscar resolver o problema e estabelecer medidas para evitar o repetido desperdício da água na Sede da Autarquia e afetar a população do entorno. Enquanto isso, a população de modo geral precisa redobrar a atenção pelo bom uso da água e fiscalizar possíveis desperdícios.

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