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IMAGENS EXTRAÍDAS DOS NOSSOS ARTIGOS DE NOTÍCIAS- Bloco 1

 

HISTÓRIA DE GAMELEIRA DA LAPA

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Gameleira da Lapa

A Lei nº 4.834 de 24 de fevereiro de 1989 Cria o Município de Sítio do Mato, desmembrando do Município de Bom Jesus da Lapa Bahia, no seu Art. 1º - Fica criado o Município de Sítio do Mato, decorrente do desmembramento dos atuais Distritos de Gameleira da Lapa e Sítio do Mato, do Município de Bom Jesus da Lapa, sediado no último Distrito. Atualmente, está entre os maiores Distritos municipais baianos, ocupando a 126º posição entre 438 distritos no total dos 417 municípios no Estado da Bahia. Foi cenário do Filme Nacional, Narradores de Javé, gravado em 2001, e palco de um filme amador, Um Silêncio Suspeito, em 2005.

Agropecuária, a Pesca, Arte, Cultura e Entretenimento são bases do emergente Distrito.

LIMITE DO DISTRITO SEDE COM O DISTRITO DE GAMELEIRA DA LAPA:
As delimitações começa na foz do Riacho Caracol, no Rio São Francisco, sobe por ele até a foz do Riacho Serra Dourada; por este acima até o limite com o Município de Serra Dourada.

O nome Gameleira da Lapa, segundo alguns historiadores e moradores mais antigos, retrata as características naturais vista por seus antepassados e das abundantes Árvores Gameleira, da família das moráceas (Ficus doliaria), que havia na localidade; há quem avança mais um pouco nas informações e afirma que o nome deriva de "gamela", utensílio domestico feito de madeira para acomodar alimentos e derivados trazido pelas tropas antigamente. E LAPA, o nome é devido a grande quantidade de pedras nas margens do Rio São Francisco, naturalmente em volta das raízes dos pés das árvores Gameleira. Segundo informações, essas pedras foram extraídas em grande magnitude para as construções na Região dos Brejos (Santana, Serra Dourada, Tabocas do Brejo Velho).

Muitas pessoas, equivocadamente, questionam o nome LAPA, quando se atribui à Gameleira, visto que o município pertence a Sítio do Mato e não mais Bom Jesus da Lapa. A caracterização local e a legalidade do nome Gameleira da Lapa é próprio, histórico e oficial, cujo reconhecimento é dado pelo IBGE e pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Lei nº 4.834/89). Para exemplificar, a derivação do nome das cidades não significa necessariamente pertencimento geográfico, temos como exemplo: Brotas, Brotas de Macaúbas e Macaúbas; Riacho de Santana, Feira de Santana e Santana; São Félix, São Félix do Coribe e Coribe, e assim sucessivamente. Alguns pesquisadores já até questionaram sobre a relação com o Município de Lapa, no Estado do Paraná. A base histórica é centrada na atividade tropeira do município paranaense que por função de expansão para o Centro-Oeste do País, a cultura lapeana se espalhou por aquela região. Isto porque a centralidade de parte da história de Gameleira está na vida dos tropeiros na beira do Rio São Francisco, que vinha da Região Centro-Oeste do País.

Localização:

Gameleira da Lapa está situado à margem esquerda do médio Rio São Francisco, Distrito de Sítio do Mato, Região Oeste do Estado da Bahia, distante 40 km da cidade sede, e 735 km da capital Salvador. Está nas imediações da rodovia BA-161, entre a BR-349 (que liga Bom Jesus da Lapa-> Santa Maria da Vitória->Brasília), e BR-242 que  liga Salvador->Barreiras->Brasília).

 

 

Rodovias:

Gameleira está nas imediações das rodovias: BA 840, (9 km de extensão total até o povoado do Capim), que liga a BA-161, entre a BR-349 (que liga Sítio do Mato-> Bom Jesus da Lapa-> Santa Maria da Vitória->Brasília), e BR-242 (que liga Salvador->Barreiras->Brasília).

TRANSPORTES:

As linhas de transportes de Gameleira é realizada pela empresa Novo Horizonte e Empresários locais, com viagens diárias (exceto domingo), a partir de 5:30 da manhã, com destino e duração média de 40 minutos à Sítio do Mato e 90 minutos à Bom Jesus da Lapa. Durante o percurso os veículos farão pequenos intervalos para embarque e desembarque de passageiro nas localidades: Capim, Pajeú, Itapicuru, Vereda, Quixaba e proximidades. As vans e ônibus de empresa local finaliza a viagem no mercado municipal, já o ônibus da empresa Novo Horizonte, na Rodoviária, ambos em Bom Jesus da Lapa. 

Estradas Vicinais:

Existem também outros trechos de acesso, através de estradas vicinais, onde a ligação é feita com os municípios de Serra Dourada, Brejolândia, Paratinga e Muquém do São Francisco. Leia também texto sobre Estradas vicinais, uma alternativa importante.

Hidrovia:

Outra forma de acesso ao Distrito é feito via ao tradicional e histórico trecho hidroviário do Rio São Francisco, onde liga Pirapora-MG à Penedo-AL, Por essa via temos transporte semanal, embarcações (lanchas tradicionais), com destino a cidade de Paratinga-BA.

Serviços Públicos:

99% das Residências de Gameleira é abastecida pela rede geral de água (canalizada) administrada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE)
98% das Residências possuem energia elétrica, Administrada pela Companhia Companhia de Eletricidade da Bahia (COELBA)
94% das Residências dependem das fossas séptico-rudimentares para esgotamento sanitário. Isto é, não existe rede geral.
88% dos domicílios tem coleta de lixo pelo serviço de limpeza.
A telefonia é administrada pela companhia OI Telemar com prefixo (77) 3671 - "XXXX".
A cobertura móvel é feita pela OI e VIVO, (Cobertura Precária), Na Sede do Município a cobertura OI é estável.

 

H i s t ó r i a

Uma pesquisa escolar realizada pelos alunos da 5º e 6º Séries, da Escola Estadual Thomaz Leite, em Março de 1997, cita nomes e fatos históricos (...)Gameleira, Geograficamente plana, Clima quente, Solo fértil, água abundante, Chuva escassa, temperatura entre 25 e 30 graus. Segundo o senhor Inocêncio, Marcelino Gambá, José Marques, Os primeiros moradores de Gameleira foram os senhores: Simão, José Macaúbas, Antônio Vinvim, Manoel Correia, Risulino e Lourenço.
A manutenção da ordem na comunidade era dada pelos inspetores (pessoas idosas, escolhida pelos moradores), o inspetor tinha o legado de dar ordem, apaziguar, aconselhar, até mesmo julgar pequenas causas. O primeiro inspetor foi o senhor JOSÉ CORREIA, segundo: LOURENTINO PAULO. Maiores enchentes: 1919, 1926, 1979, 1992. Maiores crises: 1932, 1972. Nomes que influenciaram na comunidade: Joaquim Almeida, Thomaz Leite, Elizeu Andrade, Domingos Cardoso.

 

Regionalização e Contemporaneidade

No período colonial, com a divisão das Capitanias Hereditárias e concessão em sesmarias, toda região do Vale São Francisco (de Santo Sé até Carinhanha) passou a pertencer a família de Gárcia D’Ávila, patrocinando bandeiras baianas pelo sertão adentro. Com a criação do município de Jacobina, que englobava todos os municípios da região (Sítio do Mato, Paratinga, Bom Jesus da Lapa e toda área), onde a região ganha destaque. Mais tarde, criou-se o município de Santo Antônio do Urubu, com o nome mudado para Rio Branco e hoje, Paratinga. Alguns anos depois, Bom Jesus da Lapa também se emancipou, em 1923. Além da sede, o município delimitou dois Distritos, Sítio do Mato em 1937 e Gameleira da Lapa em 1953.  Em 1989, com as nuances da Constituição de 1988 cria-se o município de Sítio do Mato, tendo o mesmo além do Distrito sede, o Distrito de Gameleira da Lapa. Portanto, o Distrito de Gameleira da Lapa já pertenceu Paratinga (antiga Santo Antônio do Urubu), Bom Jesus da Lapa e atualmente Sítio do Mato. 

Importância Política

Ainda em meados do século XX, o Distrito de Gameleira também vinha crescendo e ganhando importância econômica e política, estabelecido como porto de abastecimento dos Vapores que trafegava o rio, as atracações resultaram em importante fonte de renda para a comunidade local com a venda de bens e serviços. Além disso, o Distrito também foi importante ponto de parada dos cargueiros do rio, os rebocadores que transportavam a riqueza da nação.
      A história também conta-se com investidas de Joaquim Leite pela região, acabou resultando posse de extensas terras herdadas pelo seu filho Thomaz Leite, intensificando os investimentos locais. Conhecido na época como um grande Latifundiário do Vale do São Francisco, foi responsável também por outros empreendimentos vultosos: construção de balsas para travessia de gado e construção da casa histórica (de 14 quartos), muitas vezes abrigando os passantes (viajantes), além de possuir lojas e depósitos. Outro importante empresário da época foi Domingos Cardoso, também proprietários de balsas e de lojas e comércios. No entanto, este período foi marcado pela disputa empresarial entre Thomaz Leite e Domingos Cardoso. Favoravelmente, esta crise foi aos poucos se diluindo com o tempo e o espírito gameleirense foi determinante para superar as desavenças.

Gameleira elegeu seu primeiro representante político, o vereador e empresário Joaquim Almeida, em 1948. “Quincas”, como era apelidado pelos seus contemporâneos e admiradores, foi um dos maiores empreendedores e político da Região do Médio São Francisco da época, por ter além de tino empreendedor fácil acesso e articulações junto ao núcleo de poder municipal e estadual. Implantou também uma Usina de Algodão, uma indústria moveleira (a conhecida serraria) e lojas, gerando vários empregos e renda na localidade.

ÉPOCA DE BOM JESUS DA LAPA - REPRESENTAÇÃO POLÍTICA DE GAMELEIRA

O Distrito de Gameleira da Lapa pertenceu ao município de Bom Jesus da Lapa até 1988. Nesse período, o Distrito obteve importantes conquistas para população, através das suas representações políticas. Desde muito cedo, a localidade sempre esteve representada no Legislativo Municipal, pelo menos até o pleito de 1982. Mesmo com as dificuldades da época, como distância da sede e meios de transporte precários, os Prefeitos Lapenses atendiam, mesmo que não na proporção desejada, as demandas da população através dos seus três admiráveis representantes daquela ocasião. Diante da dinâmica social do período, o distrito teve obras importantes como:

- Colégios Municipais
- Água encanada
- Mercado Municipal
- e entres outras obras relativa a Prefeitura

A força das lideranças política gameleirense também alcançou às esferas dos governos estadual e federal, conseguindo obras essenciais como:
- Energia a motor e Energia Elétrica
- Correios
- Cartório
- Posto Telefônico
- Cais antigo da orla do Distrito
- além de serem atendidos em programas das áreas de saúde e educação.

Devido ao crescimento que vinha tendo, pela dinâmica produtiva e por ser bem localizado no imenso município, Gameleira recebeu unânime apoio para ter um representante no executivo, uma vez que em 1976, o ex-prefeito por duas vezes, Waldemar Lins, convidou o prestigiado Joaquim Almeida para compor a chapa de Vice na ocasião. "Lamentávelmente, a chapa vencedora foi do médico André Noronha. Decorrente das estruturas municipais determinadas na Constituição de 1988, o Distrito de Gameleira da Lapa e o Distrito Sítio do Mato formaram o novo Município, que por definição denominou de Sítio do Mato.

 ÉPOCA DE SÍTIO DO MATO - REPRESENTAÇÃO POLÍTICA DE GAMELEIRA

Com a emancipação de Sítio do Mato em 1989, Gameleira passou a ter a condição de indicar o Vice-Prefeito na chapa majoritária. Esta proposta durou por apenas três pleitos consecutivos. Ao mesmo tempo, Gameleira conseguia eleger categoricamente vereadores no Legislativo Municipal. Posteriormente, a forte desunião da população gameleirense levou a perda da vaga e condição de indicação de Vice-Prefeito nas chapas que se candidatavam, mostrando um verdadeiro afundamento político.

Consequentemente, os efeitos desse estrago nas chapas majoritárias fez com que o emblemático problema político chegasse na Câmara de Vereadores, que hoje culminasse com uma só representante na casa, nos últimos dois pleitos eleitorais. Neste período, houve um forte enfraquecimento dos vereadores, enquanto o poder se concentrava na mão dos prefeitos. Isto é, diferentemente do período em que pertencia a Bom Jesus da Lapa, já que os vereadores conseguiam ser atendidos mesmo de que forma parcial, quando passou a pertencer a Sítio do Mato, essa verificação não foi visível. As demandas da população que os vereadores solicitavam/solicitam, dificilmente foram/são atendidas.

O Executivo Municipal concentrou todo o poder do ordenamento dos recursos, o que de certa forma é muito prejudicial para a qualidade da política e da democracia no município. Outro fato observado são as poucas obras no Município, nem mesmo aquelas ligadas a programas estaduais ou federais. Tudo isso, contribuiu para um forte regresso da região. Já a condição de Vice-Prefeito ainda continua sendo um entrave que precisa ser reparado, de forma a evitar instabilidade para a história de emancipação do município em 1989.

 

CIDADANIA E ORDEM - SUBDELEGACIA DE GAMELEIRA DA LAPA

Oscar José Leite  Como é de conhecimento de todos, o processo histórico do Distrito de Gameleira da Lapa é carregado de feitos que faz a população ter orgulho do seu passado. Em pouco mais da metade do Século XX Gameleira já dispunha de uma SubDelegacia com Delegado local, centro de detenção e um baixíssimo índice de delitos no entorno da região. A forte movimentação comercial e de navegação de cargas e passageiros que tinha naquela época exigiam a Ordem e o Respeito no Distrito. O Atestado (cópia digitalizada), é datado de 1967, confirmando a residência da moradora Maria Leite, viúva do empresário Thomaz Leite. OSCAR JOSÉ LEITE, o Delegado da época era o Sr. Oscar Leite Por se tratar de uma Unidade Administrativa Municipal (Lei Estadual que reconhecia a comunidade como Distrito em 1953) tinha base legal para solicitar uma Base na localidade. Naquele tempo era tudo muito rápido o atendimento das solicitações. É contraditório ao que temos no moderno século XXI, dos dias atuais. Não existe mais SubDelegacia e nem mesmo um posto ou um policial presente. Nem mesmo na Sede Municipal - Sítio do Mato - a estrutura atende o Município, em que possui apenas 4 policiais para o Município todo. 

 

 

Gameleira da Lapa - Século XVI

Informações e pesquisas indicam a existência e movimentação na região de Gameleira ainda no período pré-colonial. Os indícios dão como certa que a região era ponto de passagem importante no país daquela época, isto porque, a existência de Sítios Arqueológicos nas imediações do Morro do Lajeado e da comunidade de Vale Verde deixa claro que as "tribos" estavam próximas a um corredor de intensa movimentação; Isto é confirmado mais tarde, já no século XVI, quando os escravos em fuga pela margem esquerda vinham avançando o Rio São Francisco, mas possivelmente os fluxos de bens e serviços na região de Gameleira pode ter impedido avanço do Grupo, que hoje forma a Comunidade Mangal Barro Vermelho (Quilombolas), no nosso município, e o Quilombo Fortaleza, à margem direita do Rio pertencente Bom Jesus da Lapa.

Ainda no século XVI, quando se inicia o desbravamento da região central do país é que a importância da localidade se intensificou. Entretanto, bem antes disso, as populações históricas foram dizimadas ou migraram para outras regiões por questões de subsistência ameaçada ou invasão dos seus nativos ambientes. O rótulo mais importante foi por se consolidar com Porto. A principal atividade era a travessia de gado que vinha da região Centro-Oeste (hoje Mato Grosso e Goiás); e acabou sendo também ponto de parada daqueles que iam atrás do ouro na região das Minas Gerais. Pelo fato das viagens serem longas, Gameleira vira ponto de descanso da tropa que conduzia o gado por longos dias, mesmo ao redor sendo empossada por grandes fazendeiros da época. Informações indicam que de Gameleira até Feira de Santana eram cerca de 15 dias de viagem.

Os primeiros investimentos locais foram com a construção de currais para abrigar as boiadas e balsas; nada convencional para o nome dado ao Rio São Francisco naquela época, “Rio dos Currais”. E Gameleira poderia ter a possibilidade de ter sido chamada de “Porto dos Currais”. Aqui foi ponto estratégico de quem vinha da capital da colônia (Salvador) para seguir para o Cerrado (Goiás) ou mesmo seguir o curso do Rio São Francisco rumo às Minas Gerais. Por milhares de pessoas que passaram por Gameleira nessa dinâmica da história, poucos fincaram suas raízes por aqui. E isso foi se multiplicando até os dias atuais. Isso explica que, por mais antiga que seja a nossa comunidade, ela não é populosa, pelo motivo de ser um ponto de passagem. Por isso, as casas ainda seguem o estilo barroco. Sendo assim, figuramos como comunidade histórica bem antes que Ouro Preto em Minas Gerais entre outras no mesmo Estado e Goiás. E essa marca não pode se perder, pois é a identidade e a cultura que estão sendo levadas sem o seu devido reconhecimento. De fato, a comunidade que fez e faz parte da história do Brasil.

Muitas vezes, os visitantes que vêm em Gameleira, seja turistas ou mesmo netos e filhos de gameleirense, ficam se perguntando sobre as estruturas das casas, uma “colada” na outra, ou acham isso uma verdadeira "pacatisse" de cidade interiorana. A explicação para isso é que Gameleira figura-se como uma comunidade histórica, desde a fuga de escravos dos engenhos e do desbravamento dos portugueses a procura de riqueza, até encontrar ouro em Minas Gerais. Isto porque, estamos perto de importantes quilombos do país, de Angical, Muquém do São Francisco e nossa vizinha, Mangal Barro Vermelho (Quilombolas).

FONTE: GameleiraDoc- www.gameleiradalapa.com.br

Produção Agrícola

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PRODUÇÃO AGRÍCOLA:
Nos últimos anos, o município de Sítio do Mato vem sofrendo os efeitos de diversos cenários adversos na região, o que acaba impactando negativamente nos seus indicadores socioeconômicos. Estes entraves se potencializam a partir do momento em que o município ainda não encontrou sua rota de desenvolvimento.

No que tange ao aspecto social, Sítio do Mato foi palco de vários projetos de reforma agrária, constituindo Assentamentos, Vilas e Povoados, atraindo um grande contingente de pessoas para o município. Atenta-se aqui ao aumento da população, via migração.
Mesmo que não seja tão significativo, vale ressaltar também que houve saída da população em busca de melhores oportunidades de vida, em direção a outras regiões do país como Distrito Federal, São Paulo, Goiás e outras cidades vizinhas.
No campo econômico, Sítio do Mato sentiu uma forte redução na sua principal atividade econômica que é Agricultura, em função do escoamento da produção e dos efeitos do clima.

Numa comparação de 2002 a 2010, a área colhida da lavoura temporária no município caiu expressivamente 83%. Se considerarmos o período de 2003 a 2010, a variação da área colhida da lavoura permanente também teve resultado parecido, forte declínio de 81%.

ANO   Lavoura Permanente     Lavoura Temporária  
  Plantada Colhida Valor da Produção Plantada Colhida Valor da Produção
2002 76 76 491 14.055 14.055 18.091
2003 159 159 1.172 7.021 7.021 7.894
2010 30 30 223 3.465 2.365 904
Var.2003-2010 -81,1% -81,1% -81,1% -50,6% -66,3% -88,5%
Var.2002-2010 -60,5% -60,5% -54,6% -75,3% -83,2% -95,0%

 Rendimento médio Per Capita *

Localidade Total Urbana Rural
Sítio do Mato R$ 160,71 R$ 195,41 R$ 113,95
Gameleira da Lapa R$ 118,13 R$ 139,29 R$ 106,12






* Inclui toda população, mesmo aquela que não tenha rendimento.

Produção Agrícola do Município de Sítio do Mato - Área (Hectares) e Valor (Mil Reais)

Os movimentos ciclos dos preços também afetaram o setor, sendo o valor da produção da lavoura temporária de R$ 904 mil em 2010, ante R$ 18 milhões em 2002. Já o valor da produção da lavoura permanente mostra oscilação positiva em 2003, mas apresenta em 2010 resultados bastante negativos.
A principal causa desta catástrofe econômica está nas condições das estradas, da competitividade dos pequenos produtores, fluxo irregular das cheias do Rio São Francisco e na ausência de um planejamento concreto das atividades produtivas.

Rendimentos:

Assim, as pessoas que residem no campo recebiam em média cerca de R$ 81 a menos que as pessoas que moravam nos meios urbanos; em termos relativos, isto quer dizer que os moradores da zona rural recebiam apenas 58% ao equivalente da zona urbana. Além da renda no Município ser baixa ela é também mal distribuída.

 Quando se avalia esse nível de renda para o Distrito de Gameleira da Lapa a situação é ainda mais preocupante, isto porque a renda por pessoa no Distrito não chega a R$ 120, sendo agravado ainda mais pela persistência que existe entre a diferença de renda do campo e da área urbana.
Apesar do espaço de renda ser menor, em razão dos baixos valores, a população rural de Gameleira obtém 76% da renda das pessoas que residem na zona urbana, com uma distância de renda de R$ 33, mensalmente.
Por outra via, quando se avalia o rendimento médio da população - a que realmente possui algum tipo de rendimento – a situação melhora um pouco, mas continua bem longe do nível de rendimento padrão, estabelecido na Constituição, que é o Salário Mínimo de R$ 510 (valor de 2010).
No município, o valor do rendimento médio foi na ordem de R$ 395, apenas 72% do Salário Mínimo. Mais uma vez, prevalece à diferença de renda entre zona urbana e rural.

RENDIMENTO MÉDIO EM 2010*

Localidade Total Urbana Rural
Sítio do Mato R$ 395,07 R$ 435,25 R$ 325,63
Gameleira da Lapa R$ 335,97 R$ 385,02 R$ 306,82



* Inclui apenas parcela que possui algum tipo de rendimento.


O Distrito de Gameleira da Lapa segue um padrão parecido, porém com valores menores, em que o rendimento médio atinge pífios 62%, valor este de R$ 336 em média. Os dados são não são piores porque os programas federais de transferência de renda, da previdência social e do aumento do emprego formal, através do concurso público municipal, tiveram importantes avanços. Neste sentido, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), pouco mais de 67% da população do município são beneficiários do Programa Bolsa Família, sendo a maior parte de pessoas entre 18 e 64 anos (53%), e que se juntando ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram direcionados ao município mais de R$ 2,8 milhões em 2010. Outra fonte de renda é o Seguro Defeso (entre o final de 2010 e início de 2011- Período da Piracema) da pesca artesanal que abrange por volta de 6% da população, injetando mais de R$ 1,5 milhão na economia do município. Mas, as principais garantias têm sido os benefícios do INSS e a situação estável de boa parte dos servidores municipais. Estima-se que 3% da população eram aposentadas e/ou pensionista do INSS, introduzindo aproximadamente R$ 2 milhões (salário mínimo de R$ 510) no município em 2010. Lembrando que no município apenas 32% das pessoas com 60 anos ou mais de idade (de um total de 1.059 pessoas) desfrutam deste benefício. Além disso, em 2010 existiam em Sítio do Mato 754 empregos formais, ou seja, aquele que segue todas as regras trabalhistas, no que tange a remuneração, garantias, férias entre outros direitos trabalhistas. Este número foi puxado pela convocação dos aprovados no concurso público municipal, representando 80% dos vínculos formais do município.

 

Fonte: Pesquisa Agrícola Municipal.
Elaboração: Editorial do Site