Governos Empurram Sítio do Mato para Extrema Pobreza

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Departamento da Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) lançaram o Atlas da Extrema Pobreza no Norte e Nordeste do Brasil, com base nos dados do Censo do IBGE 2010. O relatório foi destaque no site da organização, que reuni cerca de 193 Países-membros.

O estudo mapeia as condições de vida da população, com base na renda auferida pelas famílias. A linha base é a renda per capita estabelecida pelo Governo Federal, cujo valor renda for de até R$ 70 por cada membro das famílias, classifica-se como Extrema Pobreza. Apesar de se tratar dos dados de 2010, existe fortes indícios de que este cenário não mudou, podendo até ter se agravado de 2010 para os dias atuais.

Em se tratando de Bahia, o campeão de Extrema Pobreza foi Sítio do Mato. A proporção de famílias nessa condição sobrepôs o critério de ser um município pequeno. Outros municípios vizinhos também receberam essa classificação, como é caso de Barra e Muquém de São Francisco, segundo e oitavo, respectivamente. Coincidentemente, todos eles dependem da rodovia BA-161.

Alguns especialistas consultados afirmam que o município foi submetido a esta situação pelos poderes públicos: Estadual, Federal e Municipal. A maioria dos município no Top10 da miséria está na região do Vale do Rio São Francisco, o que mostra o profundo abandono do poder público pela região.

A rodovia BA-161, trecho Sítio do Mato/Gameleira/BR-242, é a grande vilã. Conjuntamente, o grande número de assentamentos rurais - criados na década de 2000- e as dezenas de fazendas ficaram sem assistência técnica e creditícia; as condições estruturais e de produção por falta de escoamento decretaram a falência das famílias do município.

Nesse caso, o Governo do Estado negligenciou e feriu princípios constitucionais da Constituição Federal e da Constituição Estadual, deixando a rodovia se deteriorar desde 2005. As pequenas e raras intervenções foram limitadas a tapa buracos nesse período, que no período de chuva isolava e ainda isola o município.

Os resultados disso são perda de qualidade de vida e prejuízos econômicos graves. Por um lado, trouxe sofrimento duro para os jovens estudantes, pois muitos dependem da rodovia para ir aos colégios em Sítio do Mato (sede) e/ou no Distrito de Gameleira; os idosos que precisam se locomover até Bom Jesus da Lapa (84 km) para retirar os benefícios da Previdência Social; riscos aos pacientes nos deslocamentos de ambulâncias; encarecimento e falta de alimentos e medicamentos local, quando as empresas de abastecimento se recusam a transitar na via.

O peso financeiro é sem precedente, incalculável. A produção agropecuária despencou nesse período, as fazendas deixaram de investir e, consequentemente, de contratar; o volume de turistas também sofreu um baque na região, que possui uma cultura e entretenimento forte. Portanto, as más condições da rodovia trouxeram isolamento da região e ineficiência produtiva crônica, deixando a população, de forma proposital, dependente das políticas de transferências de renda, isto é, um mal necessário.

Ainda nessa linha, o Governo Federal foi verdadeiramente omisso, pois criou uma das maiores concentrações de assentamentos rurais em toda Bahia, porém não acompanhou e não deu a devida assistência técnica. Houve nessa época uma forte migração populacional para Sítio do Mato, e que sem produzir, a renda média despencou.

Quanto ao Governo Municipal, se tornou incapaz de enfrentar os problemas do município. A cultura política de Sítio do Mato, desde a sua criação em 1989, é de que desenvolvimento é algo estranho, que vem de fora. Assim, falta política na área agropecuária, no comércio local, melhoria na infraestrutura para as comunidades, ou seja, inexistem todos os tipos de políticas de desenvolvimento local. Infelizmente, o executivo municipal se limitou a pagar salários dos servidores e realizar poucas e esporádicas obras.

Por fim, esta lição fica marcada na vida do povo sitiotamentense, que é preciso acreditar menos e cobrar mais dos governos, além de trabalhar mais na capacidade e no aproveitamento do potencial de cada um, articulando coletivamente, explorar os recursos naturais de forma sustentável, o desenvolvimento fluirá independentemente.

Motivos que levaram o município a extrema pobreza

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Saiba os motivos que podem ter levado o município de Sítio do Mato a linha da extrema pobreza.

Os dados do Censo 2010 revelaram que o município de Sítio do Mato possuía o maior contingente relativo de pessoas na linha da extrema pobreza em todo Estado da Bahia, sendo o 24º município mais pobre do Brasil, dentro do conceito de linha da extrema pobreza, considerando as pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 70 mensais.
Segundo os dados do IBGE, mais de 50,3 % da população do município sobrevivia, em 2010, com até R$ 70/mês, o que representa em torno de 6,1 mil pessoas nessa situação. Os principais atingidos são as crianças e os jovens. Entre os quatros municípios da Bahia com o maior percentual de pobreza extrema destacam-se ainda Umburanas, Buritirama e Pilão Arcado.

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Produção Agrícola

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PRODUÇÃO AGRÍCOLA:
Nos últimos anos, o município de Sítio do Mato vem sofrendo os efeitos de diversos cenários adversos na região, o que acaba impactando negativamente nos seus indicadores socioeconômicos. Estes entraves se potencializam a partir do momento em que o município ainda não encontrou sua rota de desenvolvimento.

No que tange ao aspecto social, Sítio do Mato foi palco de vários projetos de reforma agrária, constituindo Assentamentos, Vilas e Povoados, atraindo um grande contingente de pessoas para o município. Atenta-se aqui ao aumento da população, via migração.
Mesmo que não seja tão significativo, vale ressaltar também que houve saída da população em busca de melhores oportunidades de vida, em direção a outras regiões do país como Distrito Federal, São Paulo, Goiás e outras cidades vizinhas.
No campo econômico, Sítio do Mato sentiu uma forte redução na sua principal atividade econômica que é Agricultura, em função do escoamento da produção e dos efeitos do clima.

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