Sítio do Mato no Mapa da Greve Geral: População Aprovou o Movimento

Diferentemente do que previa o Presidente Michel Temer, a greve geral não resumiu somente às capitais. Mais uma vez, o município de Sítio do Mato participou de atos populares, tornando a população mais participativa e atenta aos direitos e deveres sociais.

Hoje pela manhã, 28 de abril, várias entidades saíram às ruas da cidade para manisfestar contra os avanços de reforma da previdência e da reforma trabalhista em Brasília.

O movimento foi liderado pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Sítio do Mato (SINSPUB), apoiado pelos Sindicatos dos Profissionais de Educação (APLB) dos Trabalhadores Rurais, diversas Associações, Igreja Católica e sociedade civil em geral.

As propostas que afetam diretamente a população do município, que possui uma ampla parcela da população sem emprego (sem capacidade de contribuir) e significativa população rural (expectativa de vida menor que a média geral). A manifestação foi avaliada como legítima e necessária.

E de maneira coerente e republicana, a Prefeitura Municipal entendeu o posicionamento da sociedade sitiomatense e permitiu que os funcionários que aderiram a greve participasse; enquanto aqueles que não fossem para o ato, cumprisse sua jornada no ambiente de trabalho.

O presidente do SINSPUB, Alisson Souza, atendeu nossa equipe e disse "que o movimento superou as expectativas, mas que ainda falta melhorar a consciência da população do que está acontecendo." O dirigente sindical também se mostrou preocupado de "como o governo vem avançando nas reformas, e que a manifestação mostrou que a população de modo geral não está satisfeita com as medidas do governo."

Já o professor Manoel Satélis - também presente no evento- afirmou que "atos como este servem para que a nossa população participe mais e lute diante das decisões que vão afetar negativamente a vida de todos".

Entramos em contato com Moraes Lima, especialista em gestão pública, que na sua visão ele entende que "a manifestação pode ser um momento importante para que o povo tenha mais representatividade nas decisões governamentais." Além disso, o especialista salientou que "a população precisa cobrar mais de seus representantes no Legislativo Federal, e que as reformas anti-povo vão servir de filtro para os candidatos em 2018."

Na busca por mais informações, também entramos em contato com o economista Anderson Leite, que nos argumentou dizendo que "é preciso mais diálogo e esclarecimento. O governo deveria fazer o dever de casa primeiro, como cobrar as dívidas previdenciárias das empresas, para em seguida tratar a reforma com a sociedade. Ainda segundo o profissional, "o modelo de condução das reformas está equivocado, não está havendo coerência em tratar as desigualdades sociais e regionais que são perversas no País."

A população de Sítio do Mato está cada vez mais participativa nesses atos que envolvem os direitos e as conquistas sociais, com ativa busca de informação e atitude democrática. Situação esta que ainda não se vê no Distrito de Gameleira da Lapa, que sabem que os avanços só acontecem quando a população faz a sua parte.


De modo geral, a população entendeu e apoiou o movimento de hoje, dado o impacto das possíveis mudanças na região. Vários serviços públicos não funcionaram, como escolas, transporte de passageiros, situação essa observada também em toda região circunvizinha a Sítio do Mato.

O balanço dos sindicatos e associações, envolvidos no movimento, foi de que o ato atendeu o seu propósito e mostrou que a população está atenta às políticas que querem implantar. A mídia tenta forçar um entendimento, mas a povo precisa de movimentos como estes que esclarece e dialoga com todos.

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