Classe Trabalhadora Reage e Vai Parar o Brasil no dia 28 de Abril

Crise política, crise econômica, crise institucional e avanços da operação Lava Jato estão cada vez mais evidentes, no entanto, o Governo Temer e o Congresso tentam aprovar reformas que vão afetar toda a população, seja quem trabalha ou mesmo aquele que ainda busca oportunidade.

Muitos especialistas afirmam que o problema neste momento não está nas reformas, mas sim em resolver os problemas políticos e punição nos casos de corrupção já expostos a sociedade. Após resolver essa "descaração" é que poderia ser pensar em reformas.

O pior de toda essa turbulência é que os atores não querem ou queriam se sensibilizar se as mudanças vão afetar o trabalhador rural, o pobre, o povo do Norte/Nordeste ou as mulheres.

Nitidamente, a maioria dos que estão na frente do processo não sabem o que é uma roça (zona rural), não convive com o pobre, não conhece o Norte/Nordeste e despreza o papel da mulher na sociedade. Tais reformas podem até ser necessárias, mas não levar estas diferenças em conta perde qualquer credibilidade de prosseguir a discussão.

A mobilização já tem a adesão de várias classes de trabalhadores do setores públicos e privados em 26 Estados e no Distrito Federal: bancários, rodoviários, metroviários, professores, aeronautas, petroleiros, metalúrgicos, químicos e entre outras categorias profissionais.

Reforma da Previdência

O Governo alega elevado déficit da previdência e aumento na expectativa de vida do brasileiro como sendo os principais motivos da reforma.

Resumidamente, a proposta envolve aumentar a idade mínima para ter direito ao benefício, maior tempo de contribuição e mínimo para garantir o direito, elevar a idade mínima do trabalhador rural, do agricultor familiar e do pescador.

No Censo do IBGE em 2010, Sítio do Mato tinha apenas 1.059 habitantes com 60 anos ou mais de idade, isto é, menos de 10% da população do município. E a cada 10 pessoas com essa faixa etária, 7 moravam na Sede Sítio do Mato, o que evidencia a baixa expectativa de vida fora da sede do município.

Reforma Trabalhista

Resumidamente, a proposta revoga 18 pontos da CLT e prevê terceirização, flexibilização da jornada, fatiamento das férias e fim da contribuição sindical.

Muitos especialistas apontam uma forte precarização dos direitos trabalhistas, mesmo que seja positiva na geração de emprego. Mas é aquele ditado, "o trabalhador vai se submeter a qualquer coisa ou ficará desempregado. Este é o risco."

Congresso

As propostas já estão em andamento no Câmara dos Deputados. A Reforma trabalhista deve ir a votação ainda neste mês. Enquanto isso, a Reforma Previdenciária deverá ir ao plenário no mês de maio, o mês do Trabalhador.

Category: Jornal do Povo

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