Chuva Alivia, Mas Falta de Drenagem Pluvial Causa Transtorno em Sítio do Mato e Gameleira da Lapa

As chuvas que caíram na última semana em Gameleira, Sítio do Mato e Região tem sido comemorada pela população, principalmente pelos produtores rurais, que enfrentavam uma longa estiagem. Mas, o excesso de chuva em poucos dias afetou alguns moradores e mostrou uma falha estrutural grave da zona urbana do Distrito e da Sede do Município.

Recentemente, tanto a sede de Sítio do Mato quanto o Distrito de Gameleira da Lapa passaram por um processo de reurbanização, no qual várias ruas das duas localidades foram pavimentadas e asfaltadas. Do ponto de vista urbanístico e paisagístico, as obras foram bastante aceita por parte da população. No entanto, a falta de obras de drenagem de águas da chuva afetou o ciclo de disposição da chuva em alguns trechos dessas intervenções.

Com essa forte chuva, a Rua São Pedro foi uma das mais afetadas em Gameleira. As águas da chuva empossou de forma que impediu a circulação de pessoas, ou seja, quase intransitável. Alguns voluntários tentaram improvisar uma saída, mas a solução foi momentânea. 

O sistema de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas é um conjunto de obras, equipamentos e serviços projetados para receber o escoamento superficial das águas de chuva que caem nas áreas urbanas, fazendo sua coleta nas ruas, estacionamentos e áreas verdes, e encaminhando- os aos corpos receptores (córregos, lagos e rios).


No caso de Gameleira, o que tem ajudado a amenizar a situação foi a obra de drenagem, já finalizada, dentro do Projeto de Combate a Processos Erosivos, que ainda está em fase de execução. Antes de realizar a pavimentação da orla fluvial do Distrito, os termos e normas técnicas exigidas pela CERB e CODEVASF não permitia a pavimentação sem a obra de drenagem.

Vale lembrar que tal exigência deveria ter sido provocada após verificação de erros no processo e falta de drenagem na Construção do Conjunto Habitacional em Gameleira ainda em 2010, também pela própria CODEVASF. A nova área ainda sofre constantes alagamentos. Com isso, a CODEVASF ainda terá que apresentar um solução desta área construída com todo planejamento.


A antiga rede de drenagem no entorno da Praça do Mercado e parte da Praça do Comércio também tem favorecido o escoamento das águas das chuvas. Convém lembrar que estas redes (antiga e a nova) são únicas e exclusivamente de águas das chuvas, já que a disposição da mesma é no Rio São Francisco. Portanto, não pode interligar nenhuma tubulação residencial a rede, uma vez que o óleo, a água de sabão entre outros produtos doméstico poluem as águas do Velho Chico.

De fato, os transtornos com alagamentos não surgiram somente das intervenções recentes, isto porque várias ruas de Gameleira foram pavimentadas há alguns anos, mas sem o devido planejamento do sistema de drenagem. Neste caso, as obras realizadas agravaram ainda mais o problema, mas não são necessariamente as causas principais.

Atualmente, poucas ruas dispõe deste serviços de drenagem e manejo de águas das chuvas, sendo elas: Rua Alto São João, Rua Sete de Setembro (parte esquerda), Rua Vila Nova (metade), Rua Góes Calmon (parte), Praças do Comércio e do Mercado, Rua J.J Seabra e Rua Boa Esperança.

Diante desta fragilidade, cabe ao Executivo Municipal preparar um projeto de obras para atender boa parte das ruas da zona urbana do Distrito com os serviços de manejo das águas pluviais. Essa intervenção já é facilitada pela rede existente, isto é, basta integrar as demais ruas às canalizações disponíveis.

O que se observou é que o fato de não haver escoamento da água, o acumulo da mesma danifica a pavimentação e começa a afundar, o que poderá se tornar intransitável em caso de chuvas intensas. Por isso, um plano de obras de drenagem terá que ser feito.

Esta intervenção é importante também, porque além de evitar danos aos moradores locais (inclusive desabrigando famílias e danificando as estruturas das residências), as águas da chuva passam a cumprir o ciclo hidrológico natural, o que favoreceria o Rio São Francisco. Ou seja, este é um projeto urbano e ambiental ao mesmo tempo.

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