Obras de Combate ao Processo Erosivo em Gameleira São Retomadas Pela CERB e CODEVASF

A obra de Combate ao Processo Erosivo no Distrito de Gameleira da Lapa foi retomada após uma série de queixas por membros da Comissão Executiva de Moradores, autoridades políticas, técnicos consultados e filhos da terra que pressionam os executores desta obra nos altos.

Como mostrado na reportagem Erros que Comprometem o Rio São Francisco, a má qualidade dos serviços realizados, a falta de obras complementares e os riscos no entorno do empreendimento foram bastante explorados nesse embate. A preocupação ao bom uso dos recursos públicos tem atraído mais atenção para esta obra em Gameleira, que além de ambiental tem impactos urbanos e sociais consideráveis.

Como se trata de uma obra indicada como prioridade da Casa Civil do Governo do Estado, cujos recursos são oriundos do Governo Federal, através do convênio com a CODEVASF desde de 2011, a executora CERB é o principal órgão a ser questionado. Vale destacar que a CERB vem trabalhando esta ação de combate a processos erosivos no Rio São Francisco em três localidades diferentes como Muquém do São Francisco (finalizada), Malhada (finalizando) e em Gameleira (em andamento), que mesmo não tendo envolvimento do governo municipal, recebeu iluminação pública em toda extensão do executivo municipal.

Entre as intervenções iniciadas está a construção de guarda-corpos ou balaustrada, que são elementos construtivos que protegem os transeuntes de acidente e quedas. No caso de Gameleira, este era um dos riscos que mais chamou à atenção, pois a calçada construída fica a uma altura de aproximadamente 10 metros do leito do rio. Alguns moradores já relataram sentir tonturas quando passeavam pela orla sem proteção.

Alguns especialistas orientam que a população, visitantes ou turistas evitem transitar em locais sem guarda-corpos (balaustrada ou corrimão) no trecho da orla fluvial. Além disso, seria mais importante esta interdição ser feita pela própria empresa executora da obra, evitando-se assim riscos de indenizações em caso de acidente. Isto porque, a obra incompleta e sem segurança para pedestres é de total responsabilidade civil das empresas executoras. O trânsito nesta calçada seria liberado após a colocação de guarda-corpos em toda extensão necessária.  

Até o momento, o guarda-corpo só foi construído na curva da esquina de ligação da Rua do Comércio com a Alto São João. A informação que se tem é que a intervenção deve continuar em toda extensão da orla, e ao fim tornar seguro as atividades de lazer por turistas e moradores locais no entorno da obra. Após o término, é esperada uma movimentação intensa de centenas de pessoas por dia, o que evidencia a prioridade dos órgãos.

Outra intervenção retomada foi a construção das escadarias que dá acesso ao rio na Rua Alto São João. Esta foi uma queixa principalmente dos pescadores, que tinha extrema dificuldade de acesso aos barcos ancorados. Por isso, é importante que esta infraestrutura seja finalizada o mais rápido possível.

Segundo informações, o talude de pedras também será iniciado na Rua Alto São João, atualmente o trecho mais degradado e com sérios riscos ao empreendimento. O problema dessa intervenção agora é que está se aproximando o período de cheia do Rio São Francisco. Mas, somente os órgãos competentes poderão determinar o início da conturbada obra de Combate ao Processo Erosivo no Lote II.

 As empresas precisam se reunir e tomar as medidas cabíveis para finalizar este trecho, para que enfim seja entrega a população que vive angustiada com a demora da construção desta intervenção que favorece a saúde do Rio São Francisco e dá dignidade aos moradores locais.

O convênio da CERB com a CODEVASF foi feito um aditivo de R$ 5 milhões para o contrato da parceria inicial, sendo este recurso já repassado pela União. Além disso, a CERB possui um orçamento de R$ 10 milhões para ações de recuperação ambiental no Rio São Francisco.

Constatamos também que alguns pagamentos foram feitos para a Emprenge (R$ 761,4 mil), ISS e INSS no mês de setembro cerca de R$ 787 mil, o que fez os gastos totais, até o momento, chegar na casa de R$ 10,96 milhões na obra no Distrito de Gameleira da Lapa, Lote II.

De agora em diante, a Comissão de Moradores dialogando com os órgãos competentes da execução (CERB e CODEVASF) terá a missão de finalizar a obra, atendendo as demandas da comunidade local, segurança do empreendimento para os moradores e bom zelo dos recursos públicos. Caso, contrário, os órgãos de controle (MPF e CGU) devem ser acionados.

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  • #125 Visitante - Maria Dalva

    Completando o meu comentário,o que quero lembrar a vcs órgãos responsáveis que faca uma fiscalização a altura é veja que muitas coisas precisam ser feitas se não daki a 5anos não tem mais nada o barranco já está desmoronando falta colocar pedras em um trecho aonde era o lugar mais crítico que é em frente as casas colocaram só Mato é esse Mato acabou colocar guarda corpo em toda área e calçada em um trecho Que é dê e de suma importância ,vcs foram mudar o projeto olha no que está acontecend

  • #124 Visitante - Maria Dalva

    Quero registrar o meu repúdio sobre o acabamento da obra do cais que está no meio da estrada, mudaram o projeto e estão muito mais.....
    Faltam as pedras em um trecho Que é dê fundamental importância, também o guarda corpo e o restante da calçada