Eleições 2016 - As Lições do Pleito Eleitoral em Sítio do Mato

Apesar do impasse jurídico eleitoral, as eleições no município de Sítio do Mato foi considerada positiva, principalmente quando se compara com as disputas anteriores. Imperou o respeito às leis eleitorais, melhorou a relação e o diálogo entre os partidários, as famílias foram preservadas e a harmonia entre os eleitores foi saudável.

Diante do comando do competente juiz eleitoral, Cícero Dantas, e da atuante promotora de justiça, Verena Aguiar, as normas e regras da disputa foram colocadas à mesa, de forma transparente e acessível aos candidatos e a toda população. A iniciativa permitiu um equilíbrio na competição, permitindo um canal direto com os magistrados, o que acabou inibindo os abusos e interferências não autorizadas no pleito.

Todas as coligações em disputa aderiram a um acordo sobre a forma de realização da campanha eleitoral, cuja ação foi homologada judicialmente. Qualquer desvio perante as ações combinadas estava sujeito a punição, sob a guarda do Ministério Público Eleitoral. O município de Sítio do Mato tinha um histórico registro de problemas que chamaram a atenção dos competentes e novos membros do judiciário baiano.

Diversos moradores se mostraram satisfeitos com as regularizações na utilização de fogos de artifícios, carro de som, propagandas impressas e visual em todo município. O canal direto com a justiça eleitoral, através da internet e aplicativos, inibiu os excessos antidemocráticos comumente cometidos em disputas eleitorais.

A utilização indevida de rádios regionais, ambas de Bom Jesus da Lapa, por um dos candidatos, levaram as duas emissoras a multa disciplinar de R$ 45 mil e R$ 30 mil, respectivamente. O abuso das rádios foram contra princípios básico do processo eleitoral.

Na mesma linha, outro candidato foi também multado ao descumprir regras acordadas durante caminhada, quando se utilizou fogos de artifícios e locução de forma irregular. A rigidez foi importante, uma vez que o conhecimento da regras eram repassadas aos militantes, sem necessitar do uso de denúncias nos eventos subsequentes. A multa aplicada foi de R$ 5 mil.

Outro ponto positivo do processo foi os debates políticos pelos eleitores, sem diferenciar a opção partidária. Este ganho advém do aumento e do acesso a informação, e também da sensível independência de parte da população. Mas, o que chamou mais atenção foi a participação de parte significativa das pessoas em todos os eventos, o que fortaleceu o sigilo do voto e a livre circulação de pessoas, sem nenhuma interferência partidária.

É notório também que as famílias passaram a se respeitar mais, sem o famoso racha em função das escolhas eleitorais. Boa parte dos pais e filhos posicionaram pela livre escolha de decisão, sem a pressão tradicional familiar em votar apenas num candidato. A saudável democracia estimula ações como essas, uma vez que favorece a boa interação.

De fato, ilegalidades também aconteceram por ser de difícil percepção e monitoramento aos olhos da justiça, como a insistente compra de votos, algumas pontuais agressões verbais e insinuações. Estas práticas precisam ser combatidas pela justiça, mas principalmente pela própria população em não vender o voto, e denunciando este ato tão prejudicial a própria coletividade.

Além disso, mesmo com limites de gastos, o custo de campanha na política sitiomatense vem se elevando sobremaneira, o que é um risco eminente para o município que possui parte expressiva de sua população ainda em condições de vulnerabilidade social e na extrema pobreza.

Não entraremos no mérito das votações, dado que a população tem pleno conhecimento diante da ampla divulgação dos candidatos e da escolha feita. Esta questão fica a cargo dos próprios eleitores.

O que se conclui das eleições 2016 em Sítio do Mato é que o processo eleitoral no município atingiu outro patamar alcançando um outro nível, preservando o bem estar das pessoas e a livre escolha dos eleitores, além da aplicação da regras. Espera-se que todo processo eleitoral ocorra em patamar parecido, disciplinado pela justiça eleitoral, debates saudáveis e população mais vigilante do processo que é de interesse de todos.

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