Compra de votos ainda é uma realidade vergonhosa

O tema “Voto não tem preço, tem consequência” tem sido utilizado pela Procuradoria Geral Eleitoral desde as eleições de 2010 com o objetivo de chamar a atenção dos cidadãos para a importância de boas escolhas. As peças distribuídas e veiculadas pelo Ministério Público no Estado, na mesma linha da campanha nacional, buscam alertar a população para os prejuízos do comércio de votos. Os materiais lembram ao eleitor que, ao trocar seu voto por pequenos favores pessoais, ele ajuda a eleger um candidato corrupto, que não respeita as leis e que certamente vai exercer seu mandato buscando satisfazer apenas seus próprios interesses.

Segundo a pesquisa encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as Eleições 2014 mostra que a compra e venda de votos ainda é uma realidade no Brasil, uma vez que pelo menos 28% dos entrevistados revelou ter conhecimento ou testemunhado essa prática ilegal. A pesquisa foi realizada pela empresa Checon pesquisa/Borghi e ouviu quase dois mil eleitores de 18 a 60 anos em sete capitais, incluindo o Distrito Federal, de todas as regiões brasileiras e das classes sociais A, B, C e D.

Comprar voto é um crime previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97 – artigo 41-A) e pode levar à cassação do registro ou do diploma do candidato. De acordo com a lei, o candidato não pode doar oferecer, prometer ou entregar ao eleitor nenhuma vantagem pessoal de qualquer natureza com o fim de obter seu voto. Esse pedido não precisa nem mesmo ser explícito para caracterizar a compra de votos, ou seja, se houver evidência do crime já é suficiente para ensejar a punição.

 A equipe do site gameleira que vem tendo um trabalho inquestionável na promoção da cidadania, me concedeu este espaço, e assim ir na direção de repudiar esse ato do "comércio" ilegal de voto, principais motivos da derrocada estrutural do município de Sítio do Mato - BA, que perdura com a troca de favores entre representantes e representados, essa situação compromete a eficácia da gestão bem como possíveis cobranças de direitos consagrados por leis, quando desrespeitadas. O eleitor desprovido de conhecimento dos gastos públicos, demonstração de desinteresse das ocorrências públicas, comodismo e omissão frente as incidências de irregularidades administrativas, deixar-se submeter a opiniões de caráter duvidosa e não fundamentada, proferidas por amigos, parentes, com intenção do contraditório legalista, são apenas alguns dos fatos que favorece a vulnerabilidade desse ato, julgamento próprio e menos criterioso também são causas que alicia ao erro nas escolhas das representações municipais,  este último tão grave quanto o voto prometido e comprometido com honrarias de “palavras dada”.

 A veemência do calor das passeatas e discurso “flanqueado” nos palanques, imune muito eleitor a refletir as principais necessidades do lugar, como o bom investimento do erário na saúde, educação, transporte de qualidade, projetos de investimentos, saneamento, planejamento econômico  a curto, médio e longo prazo.

Correligionários, Candidatos a cargo eletivo que lançam mão de promessas fora da realidade, atreladas a favores durante todo pleito, criando assim “laços de bondades”, são práticas que revela a total falta de estrutura e capacidade para Governar e/ou Legislar. Há aqueles que já estão envolto do poder econômico e criminaliza ainda mais com ofertas monetárias, empregos, cargos de confiança, opção que alivia momentaneamente o ego do passivo, mas com efeitos desastrosos para o município, juntada ao constrangimento e humilhação futura.

 Para que tenhamos um município desejável onde a máquina pública funcione dentro dos seus recursos de forma bem aplicada legalmente, é preciso conhecer o ente público, as atribuições do Vereador, Prefeito, da Câmara de Vereadores, e Secretários Municipais, diante do exposto, é fundamental que o eleitor mude em primeiro lugar suas atitudes para concretizar os desejos de uma cidade que se sonhe, independentemente das opiniões usurpada pela ganância de outrem. Voto não se dá, não se vende, o voto determina escolha, alimenta os ideais firmemente mesmo diante do contrário da maioria ou minoria que defende a manutenção da retrógada cultura política que se estende por mais de duas décadas no nosso município.

Diga não a venda do VOTO, repudiem essa prática!

 

Artigo: Moraes Lima/ Gestão Pública

Dados da pesquisa-FONTE:TSE

________________________________

Se você tem um artigo que estimula a cidadania e as boas práticas, mande para o nosso e-mail: gameleira@gameleiradalapa.com.br 

O arquivo tem que possuir no máximo 3.000 caracteres, não ser de promoção pessoal, ofensas ou teor que vai contra as normas do site. 

Category: ELEIÇÕES2016