Produção Agrícola

Written by: Editorial
Category: Temática

PRODUÇÃO AGRÍCOLA:
Nos últimos anos, o município de Sítio do Mato vem sofrendo os efeitos de diversos cenários adversos na região, o que acaba impactando negativamente nos seus indicadores socioeconômicos. Estes entraves se potencializam a partir do momento em que o município ainda não encontrou sua rota de desenvolvimento.

No que tange ao aspecto social, Sítio do Mato foi palco de vários projetos de reforma agrária, constituindo Assentamentos, Vilas e Povoados, atraindo um grande contingente de pessoas para o município. Atenta-se aqui ao aumento da população, via migração.
Mesmo que não seja tão significativo, vale ressaltar também que houve saída da população em busca de melhores oportunidades de vida, em direção a outras regiões do país como Distrito Federal, São Paulo, Goiás e outras cidades vizinhas.
No campo econômico, Sítio do Mato sentiu uma forte redução na sua principal atividade econômica que é Agricultura, em função do escoamento da produção e dos efeitos do clima.

Numa comparação de 2002 a 2010, a área colhida da lavoura temporária no município caiu expressivamente 83%. Se considerarmos o período de 2003 a 2010, a variação da área colhida da lavoura permanente também teve resultado parecido, forte declínio de 81%.

ANO   Lavoura Permanente     Lavoura Temporária  
  Plantada Colhida Valor da Produção Plantada Colhida Valor da Produção
2002 76 76 491 14.055 14.055 18.091
2003 159 159 1.172 7.021 7.021 7.894
2010 30 30 223 3.465 2.365 904
Var.2003-2010 -81,1% -81,1% -81,1% -50,6% -66,3% -88,5%
Var.2002-2010 -60,5% -60,5% -54,6% -75,3% -83,2% -95,0%

 Rendimento médio Per Capita *

Localidade Total Urbana Rural
Sítio do Mato R$ 160,71 R$ 195,41 R$ 113,95
Gameleira da Lapa R$ 118,13 R$ 139,29 R$ 106,12






* Inclui toda população, mesmo aquela que não tenha rendimento.

Produção Agrícola do Município de Sítio do Mato - Área (Hectares) e Valor (Mil Reais)

Os movimentos ciclos dos preços também afetaram o setor, sendo o valor da produção da lavoura temporária de R$ 904 mil em 2010, ante R$ 18 milhões em 2002. Já o valor da produção da lavoura permanente mostra oscilação positiva em 2003, mas apresenta em 2010 resultados bastante negativos.
A principal causa desta catástrofe econômica está nas condições das estradas, da competitividade dos pequenos produtores, fluxo irregular das cheias do Rio São Francisco e na ausência de um planejamento concreto das atividades produtivas.

Rendimentos:

Assim, as pessoas que residem no campo recebiam em média cerca de R$ 81 a menos que as pessoas que moravam nos meios urbanos; em termos relativos, isto quer dizer que os moradores da zona rural recebiam apenas 58% ao equivalente da zona urbana. Além da renda no Município ser baixa ela é também mal distribuída.

 Quando se avalia esse nível de renda para o Distrito de Gameleira da Lapa a situação é ainda mais preocupante, isto porque a renda por pessoa no Distrito não chega a R$ 120, sendo agravado ainda mais pela persistência que existe entre a diferença de renda do campo e da área urbana.
Apesar do espaço de renda ser menor, em razão dos baixos valores, a população rural de Gameleira obtém 76% da renda das pessoas que residem na zona urbana, com uma distância de renda de R$ 33, mensalmente.
Por outra via, quando se avalia o rendimento médio da população - a que realmente possui algum tipo de rendimento – a situação melhora um pouco, mas continua bem longe do nível de rendimento padrão, estabelecido na Constituição, que é o Salário Mínimo de R$ 510 (valor de 2010).
No município, o valor do rendimento médio foi na ordem de R$ 395, apenas 72% do Salário Mínimo. Mais uma vez, prevalece à diferença de renda entre zona urbana e rural.

RENDIMENTO MÉDIO EM 2010*

Localidade Total Urbana Rural
Sítio do Mato R$ 395,07 R$ 435,25 R$ 325,63
Gameleira da Lapa R$ 335,97 R$ 385,02 R$ 306,82



* Inclui apenas parcela que possui algum tipo de rendimento.


O Distrito de Gameleira da Lapa segue um padrão parecido, porém com valores menores, em que o rendimento médio atinge pífios 62%, valor este de R$ 336 em média. Os dados são não são piores porque os programas federais de transferência de renda, da previdência social e do aumento do emprego formal, através do concurso público municipal, tiveram importantes avanços. Neste sentido, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), pouco mais de 67% da população do município são beneficiários do Programa Bolsa Família, sendo a maior parte de pessoas entre 18 e 64 anos (53%), e que se juntando ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram direcionados ao município mais de R$ 2,8 milhões em 2010. Outra fonte de renda é o Seguro Defeso (entre o final de 2010 e início de 2011- Período da Piracema) da pesca artesanal que abrange por volta de 6% da população, injetando mais de R$ 1,5 milhão na economia do município. Mas, as principais garantias têm sido os benefícios do INSS e a situação estável de boa parte dos servidores municipais. Estima-se que 3% da população eram aposentadas e/ou pensionista do INSS, introduzindo aproximadamente R$ 2 milhões (salário mínimo de R$ 510) no município em 2010. Lembrando que no município apenas 32% das pessoas com 60 anos ou mais de idade (de um total de 1.059 pessoas) desfrutam deste benefício. Além disso, em 2010 existiam em Sítio do Mato 754 empregos formais, ou seja, aquele que segue todas as regras trabalhistas, no que tange a remuneração, garantias, férias entre outros direitos trabalhistas. Este número foi puxado pela convocação dos aprovados no concurso público municipal, representando 80% dos vínculos formais do município.

 

Fonte: Pesquisa Agrícola Municipal.
Elaboração: Editorial do Site