Sítio do Mato Gerou Apenas 18 Empregos Formais em 2015

A situação política e econômica do Brasil em 2015 resultou em indicadores ruins para a população do país como um todo. Ao contrário da “bonança” de empregos em anos anteriores, em 2015 o saldo de empregos formais (a diferença entre admitidos e demitidos) foi negativo em 1,62 milhão, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED – do Ministério do Trabalho e Previdência Social – MTPS.

Vale lembrar que os dados do CAGED estão condicionados as empresas/empresários que contratam e demitem sob o regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), neste caso não enquadrando empregos ou ocupações precárias e cargos públicos. Portanto, empregos que não seguem a risca da CLT não é contabilizado pelas estatísticas oficiais.

Os resultados para o Estado da Bahia também não foram diferentes, sendo que cerca 83 mil postos de trabalho (formais) deixaram de existir em 2015. Na microrregião da Região Oeste da Bahia, os postos foram modestos, porém positivo frente a adversidade que se encontra os cenários estadual e nacional. Apenas Ibotirama apresentou resultado negativo.

Em Sítio do Mato foram gerados 18 empregos em 2015, resultando da diferença de 172 contratações e 154 demissões. As ocupações individuais, a prestação de serviços e empreitas que não foram cobertas pela CLT, não foram computadas nos cálculos.

O saldo foi puxado pela abertura de postos no setor de construção civil, em sua maioria na obra de combate a processos erosivos no Distrito de Gameleira da Lapa. A forte produção de produtos cerâmicos também favoreceu os dados positivos da indústria de transformação. Enquanto que os números negativos vieram da agropecuária, em razão da falta de escoamento da produção, dadas a precária situação da Rodovia BA-161, e também do baixo volume de chuvas no ano de 2015.

O enfraquecimento do comércio no município também é visível, no qual foram fechado 7 empregos formais. A elevação dos preços e a forte dependência de produtos oriundos de Bom Jesus da Lapa enfraquecem os empreendimentos sitiomatenses.

O resultado reflete a baixa capacidade de geração de postos de trabalho no município, já que possui apenas cerca de 800 pessoas com empregos formais, isto é, coberto com todos os direitos respaldados pelas leis do trabalhador. Os dados são extraídos da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) também do MTPS, referentes a 2014 porque os de 2015 só sairão em meados de março de 2016.

A administração pública (Prefeitura, Estado) possui a maior parte do total, já que a maioria desses empregos é mediante concurso público. A agropecuária também possui importância peculiar, devido os empregos gerados nas grandes fazendas do município. A Indústria de transformação, mais precisamente as empresas cerâmicas, também contribui para os números da formalidade dos postos de trabalho existentes.

Observe que o CAGED mede o fluxo de empregos e a RAIS mensura o estoque desses empregos ativos e existentes em cada município. O município de Bom Jesus da Lapa é o que possui o maior estoque de empregos formalizados na região.

A geração de emprego é fundamental para o crescimento do município, mas ele sendo formal, com todos os direitos garantidos é um forte indicador de desenvolvimento sustentável, que todos desejam.

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