Depois de Tabocas do Brejo Velho, Sítio do Mato Está na Mira de Investidores em Energia

Há muito tempo foi propagado no Brasil que o interior do Nordeste não tinha o que se produzir ou gerar riqueza. Isso foi disseminado por políticos, alguns intelectuais e parte da mídia. Porém, estes estavam totalmente errados. Tudo isso porque o brasileiro tem a cultura de absorver informações que chegam a mídia e são reproduzidas sem nenhum critério, gerando um ciclo de pessimismo exagerado sobre a região.

Contra essa postura, inúmeros investidores, principalmente os internacionais, estão desvendando o Oeste da Bahia criteriosamente para alocar seus investimentos, de acordo com as necessidades do país e do mercado externo. Esta investida pode reverter o processo migratório da região, fazendo com que as pessoas tenham oportunidades nos lugares ou na região onde nasceram.

O município de Tabocas do Brejo Velho, precisamente no Distrito de Mariquita, está prestes a receber a maior usina de energia solar da América Latina. O empreendimento já está sendo construído pela empresa Enerray do Brasil. O projeto denominado Ituverava é de propriedade da empresa italiana Enel Green Power.

A empresa pretende investir cerca de US$ 600 milhões em três projetos divididos entre Bahia (2) e Piauí (1). Além do projeto de Tabocas do Brejo Velho, outro que deve sair na Bahia será instalado no município de Bom Jesus da Lapa.

Com previsão de entrar em funcionamento em meados de 2017, a capacidade do empreendimento de Tabocas é de 254 MW (megawatts), sendo que a produção anual de energia esperada é de 500 GWh (gigawatts/hora).

Este investimento deve provocar uma forte movimentação nos negócios do município, gerando emprego e renda e desenvolvimento. A chegada deste empreendimento deve ocasionar um forte fluxo de pessoas para o Distrito de Mariquita que possui aproximadamente 5 mil habitantes.

Enquanto isso, o município de Sítio do Mato está sendo prospectado há uns 2 anos por grupos de investidores nacionais e internacionais para possível construção de uma Usina de Etanol. A empresa já realizou estudos de solo, área necessária e volume de investimento. Além de produzir álcool, o empreendimento prevê geração de energia através do bagaço da cana. 

No entanto, a crise no setor de petróleo e a situação caótica que vive o Brasil, além das condições de infraestrutura e logística, o prosseguimento do projeto foi adiado, podendo ou não continuar. As intenções de investimento já é conhecida, mas o projeto ainda encontra alguns entraves ambientais e financeiros.

Este projeto estaria no entorno do Distrito de Gameleira da Lapa, próximo a BA-161, com expectativa de forte geração de emprego e renda na região. Empreendimentos dessa magnitude costumam demandar construção de novas escolas, construção de hospitais entre outros investimentos. Este empreendimento seria uma revolução na região, ficando atrás somente de investimento no setor nas regiões de São Desidério, Barreiras e Luiz Eduardo Magalhães.

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